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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Veja repercussão da morte do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna

23/07/2014 18h19 - Atualizado em 24/07/2014 00h25

Veja repercussão da morte do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna

Ele morreu no Recife, nesta quarta-feira, aos 87 anos.
Lya Luft e Luis Fernando Verissimo falaram da morte do autor paraibano.

Do G1, em São Paulo
Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico.
Do primeiro contato com o circo e com peças colegiais, no sertão paraibano, até a diversificada biblioteca que encontrou em uma escola do Recife quando ainda era estudante do ensino fundamental, deixou um legado inegável na literatura, no teatro, nas artes plásticas e na música. Ariano nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.
Veja abaixo repercussão da morte de Ariano Suassuna:
Antônio Nóbrega, músico, em entrevista ao Jornal Nacional
Lá se vão quase 45 anos que eu conheço Ariano. Eu desfrutei de uma pessoa muito lúcida, obstinada, de uma amorosidade, de uma paixão visceral pelas coisas do Brasil, pela cultura, pelo povo brasileiro.”
Raimundo Carrero, escritor, em entrevista ao Jornal Nacional
“Não se pode lamentar a morte de um homem, mas a morte de um intelectual visionário, daquele que podia ver, refletir, questionar o destino do povo brasileiro.”
Guel Arrraes, diretor de televisão, em entrevista ao Jornal Nacional
“O Ariano que é um escritor muito ligado à arte popular. É um homem que viva perto do povo, viva simplesmente, próximo às suas raízes. Com isso ele criou uma obra universal. Ele vivia intensamente a sua arte. Eu tenho certeza que a Nossa Senhora Compadecida está recebendo ele agora.”
Lya Luft, escritora, em entrevista para a GloboNews
"A Academia está sendo meio devastada, perdemos muita gente boa. Ele tinha uma grandeza, uma efervescência. Ele mostrou o drama, a alegria. O Ariano é desses escritores que a gente lia, admirava, mas adorava conhecer. Ele ainda viajava, ia para o interior, pelo Brasil afora, mesmo com a saúde combalida. Era um grande mestre e um dos grandes patriarcas da nossa literatura. Ele é uma pessoa insubstituível na nossa literatura. Estamos todos de luto."
Luis Fernando Verissimo, escritor, em entrevista para a GloboNews
"Foi mais um golpe, né? Depois da morte do João Ubaldo... O Ariano era um tesouro nacional, era mais do que escritor, compositor, era um ícone da cultura brasileira. É uma tristeza. Tem não só o trabalho original, mas o que ele conhecia de histórias e figuras do Nordeste. Ele era não apenas um escritor, era muito mais do que isso."
Geraldo Cavalcanti, presidente da Academia Brasileira de Letras
"Em 21 dias, a Academia perdeu três acadêmicos. Abala todos nós. Eu fui colega contemporâneo, nos fins dos anos 40. É uma perda pessoal também no meu caso."
Zuenir Ventura, escritor, em entrevista para a GloboNews
"É perda demais... Em menos de 15 dias, se vão o mestre João Ubaldo, Ariano Suassuna... Isso para a cultura brasileira, ai ai... É muito choque. Teve um lugar em que ele fez a aula-espetáculo, eu assisti e depois não quis falar. Ele era um show de inteligência. Tudo aquilo que ele propunha no Movimento Armorial era ele em pessoa. Ele não era só um dramaturgo, era um espetáculo em si. A obra dele vai ficar, mas a figura do Suassuna é grandiosa. A aula era uma peça de arte, as pessoas aplaudiam"
Otaviano Costa, apresentador, em seu perfil no Facebook
"Oxente...hoje vou ficá deitadinho, bem quietinho, pensando no sinhô. E vou olhar para o céu meu amô, pois hoje a noite estará linda. Descanse bem Suassuna, descanse em paz. Descanse, pois foi bom demais".
Silvério Pessoa, cantor, em seu perfil no Twitter
"A cultura popular brasileira perde um esteio, logo agora quando o assédio do mercado tenta enfraquecer a identidade dos povos. Estou triste! Obrigado Prof. Ariano, pelas dicas, conversas e boas vibrações nos momentos que estivemos juntos. Paz e conforto para a família".
Alceu Valença, cantor, em seu perfil no Facebook
"Sua obra não tem idade e segue na embolada do tempo: 'o tempo em si, não tem fim não tem começo, mesmo virado ao avesso não se pode mensurar'. Ariano é eterno em sua irreverência, profundidade, sabedoria e universalidade."
Stepan Nercessian, ator e deputado federal, em seu perfil no Twitter
"Suassuna, Ubaldo, Junqueira,Tintim, Meu Deus, é muita gente boa morrendo dessa vez"
João Falcão, diretor, em entrevista para a GloboNews
"Ariano é um mestre. Ele é um dos grandes diretores do teatro brasileiro. A gente tinha muito cuidado [ao fazer adaptação de 'Auto da compadecida' para TV], porque o Ariano era algo intocável: será que ele vai aprovar isso? Ele dizia que não queria nem saber, só queria ver no ar. Ele tinha uma generosidade muito grande."
Serginho Groisman, apresentador, em seu perfil no Twitter
"Ariano Suassuna. Paraibano-Recifense-Brasileiro que nos orgulha para sempre.
Fica em paz."
Carol Castro, atriz, em seu perfil no Facebook
"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso" #ArianoSuassuna #RIP #MaisUmGenioQueSeVai #FestaNoCeu"
Fátima Quintas, presidente da Academia Pernambucana de Letras, ao G1
“Recebi a notícia [da morte] com muita tristeza. É uma voz que se cala no Nordeste, representativa de todo o Brasil. Ariano trazia a necessidade de descobrir suas origens. Ao criar o Movimento Armorial, ele estabeleceu uma interação entre a arte erudita e a cultura popular nordestina. Isso demonstra o quanto ele pertencia e valorizada sua terra, que foi o maior fetiche dentro da sua literatura.”
Anísio Brasileiro, reitor da Universidade Federal de Pernambuco, em comunicado
"A Universidade Federal de Pernambuco recebe, comovida, a notícia do falecimento do escritor Ariano Suassuna, seu inesquecível professor de Estética, desde 1957 até sua aposentadoria em 1989. O talento profundo de Ariano Suassuna encantou gerações de estudantes da UFPE e suas aulas ficarão para sempre na memória de todos nós. Recentemente, num depoimento que faz parte do catálogo internacional da UFPE, Ariano Suassuna revelou como a instituição foi importante para ele, desde o momento em que, ainda estudante da Faculdade de Direito, criou seu primeiro grupo de teatro, ao lado de Hermilo Borba Filho. O Brasil fica menos feliz e menos popular com a partida de Ariano Suassuna. Caberá a nós cuidar de cultivar as belas sementes que ele plantou."
Geraldo Julio, prefeito do Recife, em comunicado
"Ariano foi além das palavras. Será, para sempre, um mestre que nos deixa lições de vida, uma aula repleta de bons exemplos, dignidade e respeito ao próximo. Mais que talento único, tinha uma genialidade criativa generosamente colocada à disposição da humanidade. Sua identidade com a nossa cidade, que o acolheu e que ele adotou, criou uma relação eternizada em sentimentos e na sua arte, engajada, que encanta e ensina."
Dilma Rousseff, presidente, em comunicado
"O Brasil perdeu hoje uma grande referência cultural. Escritor, dramaturgo e poeta, Ariano Suassuna foi capaz de traduzir a alma, a tradição e as contradições nordestinas em livros como Auto da Compadecida e Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. A obra de Suassuna é essencial para a compreensão do Brasil. Guardo comigo ótimas recordações de nossos encontros e das suas histórias. Aos familiares, amigos e leitores, meus sentimentos neste momento de perda."
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente, em comunicado
"É imensa a tristeza de receber a notícia de que um amigo tão querido como Ariano Suassuna nos deixou. Este paraibano de língua afiada, alma solidária, escrita ao mesmo tempo simples e profunda, sempre nos honrou com sua amizade. Ariano fez muito pelo povo brasileiro através de suas palavras, sabedoria popular e compromisso político. Um escritor premiado e reconhecido, que nunca se esqueceu que era um homem do povo. Cresceu no sertão do Nordeste e traduziu tantas vezes em seus textos as alegrias e os sofrimentos dos brasileiros. Ariano representou com coerência e grandeza a cultura do Nordeste e do país. Com enorme tristeza, me solidarizo com seus familiares, amigos e admiradores. Como escritor e como militante das causas populares, Suassuna continuará vivo em nossos corações".
Eduardo Campos, candidato à presidência pelo PSBem depoimento no hospital
“O Brasil perde a maior expressão da cultura popular brasileira. Nós perdemos um amigo, um conselheiro, uma referência de toda a vida. Mas Ariano deixa um exemplo de dignidade, que todos nós brasileiros devemos seguir, de austeridade, de amor ao povo, de amor ao Brasil, de amor à cultura, de amor à ética. Viva Ariano Suassuna e seu exemplo de vida. [O que mais aprendi com Ariano] foi a ter fé no Brasil, a ter fé no povo, respeitar nossa cultura, um sujeito que é exemplo de humanidade, compreensão, alguém que formou muitas pessoas. Ariano também foi um grande professor, não só na universidade, mas na vida. E eu tive o prazer, o privilégio de ser aluno dele. Ariano pra nós é um tio, um avô, um pai, um amigo, um companheiro, uma referência, fica uma lacuna muito grande. Eu cheguei essa manhã [no Recife], me despedi dele aqui, por tudo o que ele fez por muitas gerações, muitas pessoas, sobretudo, pela cultura brasileira. Ariano foi daqueles que resistiu nos momentos mais difíceis da cultura brasileira. Hoje é um dia de aplaudir uma vida tão bela, como a vida dele, a vida de Ariano foi tão bonita quanto as suas obras. A saudade é enorme.”
Marina Silva, candidata à vice-presidência pelo PSB, em seu perfil no Facebook 
"Ariano Suassuna é um daqueles casos raros de escritor que a gente se apaixona não apenas pela obra, como também pelo autor da obra. E eu, que já era apaixonada pelos seus escritos, tive o privilégio de, há poucos meses, conhecê-lo pessoalmente. Me senti gratificada pela humildade de Suassuna consigo mesmo, quase alheio à importância que todos lhe damos, os que nem sempre são tão brilhantes quanto ele. Que neste momento, Deus possa confortar seus familiares e seus inúmeros amigos e admiradores."
João Lyra Neto, Governador de Pernambucoem depoimento no hospital
“Pernambuco e Brasil perdem uma das figuras mais intelectuais, que participou da nossa história e da cultura brasileira. E eu, como representantes do povo de Pernambuco, quero levar meu sentimento de muita tristeza, mas ao mesmo tempo, de muita alegria por ter convivido com Ariano Suassuna, uma grande figura humana, excepcional, artistas e, acima de tudo, uma pessoa que reproduziu nossa cultural com a maior sabedoria. Nós vamos decretar luto oficial por três dias e, em contato com a família, fazer o velório no Palácio do Governo.”
Marcelo Canuto, secretário de Cultura de Pernambuco, em comunicado
“O Brasil perdeu o maior defensor de sua cultura popular. Mais que um criador de um movimento cultural, que batizou de Armorial, Ariano foi a própria síntese do que a gente chama de Cultura Brasileira, em suas mais diversas expressões: a música, o teatro, a literatura, as artes visuais, o cinema, o artesanato e arquitetura. O seu comprometimento com a cultura genuinamente brasileira marcou sua obra e suas aulas em defesa de uma produção rica em símbolos e conceitos criados a partir das matrizes de formação do povo brasileiro. Incansável nessa missão de produzir novas obras, ensinar e preservar, Ariano deixa uma marca profunda e permanente na cultura do Brasil. Traduzido em vários países, também deixa seu legado para além de nossas fronteiras. A obra de Ariano deve agora ser preservada por todos e difundida para que, como fez com suas aulas, seja aprendida e discutida, sirva sempre de inspiração e desafio para as novas gerações”.
Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, em comunicado
"A morte do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna é uma perda irreparável para a cultura nacional. Ao longo de 87 anos, Ariano soube como poucos revelar as nuances da cultura nordestina.  Paraibano, fundou o Movimento Armorial nos anos 70, que tinha como objetivo utilizar a cultura popular para formar uma arte erudita. A perda do escritor nos silencia, mas seus livros o eternizam na nossa memória. Em cada peça popular, em cada canto nordestino, Ariano Suassuna, reviverá."
Randolfe Rodrigues, senador, em seu perfil no Twitter
"O Homem nasceu para Imortalidade. A morte foi um acidente de percurso." Valeu Mestre Ariano!! Graças a Você Somos Todos Nordestinos!!"
Manuela d'Ávila, deputada estadual, em seu perfil no Twitter
"Descanse em paz, ariano Suassuna! O Brasil amou mais ao Brasil e tornou-se mais brasileiro contigo! Obrigada por tudo!"
Fernanda Souza, atriz, em seu perfil no Instagram
"Obrigada por sua arte! Por nos divertir, nos entreter e nos ensinar... Seu talento e sua história estão em nossa memória e coração! Muito obrigada!"
Humberto Costa, líder do PT no Senado, em comunicado
“Ele foi, sem dúvida, um dos mais autênticos artistas e escritores que nós já tivemos. Além de ser uma pessoa humana encantadora, era um homem de bem com a vida. Para todos nós, é muito triste viver esse momento. Ele que era o paraibano mais pernambucano que se poderia conhecer. Acho que o Brasil todo hoje chora essa perda porque Ariano representava uma grande unanimidade no nosso país."
João Paulo, candidato do PT a senador, em comunicado
"Com a morte de Ariano Suassuna, a cultura nordestina e brasileira perde um dos maiores nomes da literatura e das artes em geral. Perde um lutador pelo resgate e valorização da nossa cultura. Mais que qualquer outro escritor, Ariano foi capaz de ser universal a partir de seu universo regional. Foi erudito, foi popular. Dos momentos de convivência com Ariano, só guardo alegria, bom humor e grandes ensinamentos."
Armando Monteiro, candidato do PTB ao governo de Pernambuco, em comunicado
"Pernambuco chora a perda de Ariano Suassuna: O grande, mestre das palavras e do sentimento mais profundo da alma nordestina. Com a sua partida fica o vazio intelectual, mas, sobretudo, o vazio humano, pela sua imensa capacidade de entender, traduzir e amar os pernambucanos, os nordestinos, os brasileiros. Hoje é um dia muito triste para mim."

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quem vai, é Silva no coração!


PROGRAME-SE Como evitar filas na mostra de OSGEMEOS

PROGRAME-SE

Como evitar filas na mostra de OSGEMEOS

Exposição recebe 1.500 pessoas por dia e visitante espera até 40 minutos para entrar; veja os melhores horários de visita

11.jul.2014 | Atualizada em 15.jul.2014 por Redação VEJASAOPAULO.COM
De terça a sábado, um aglomerado de pessoas se forma na entrada do Galpão Fortes Vilaça, na Barra Funda, para ver a exposição A Ópera da Lua. Telas, instalações e vídeos da dupla de artistas OSGEMEOS estão em cartaz no espaço.

Cerca de 19 000 pessoas já visitaram a mostra em duas semanas. A abertura ocorreu em 29 de junho.
Quem opta por fazer o passeio à tarde, após as 13h, pode enfrentar filas que chegam a 40 minutos. A melhor opção, segundo os organizadores, é ir nos primeiros horários, entre as 10h e as 11h, quando a procura é menor.
Evitar os fins de semana também é uma boa dica. Prefira fazer a visita às terças e às quartas-feiras. A maior parte do público é composta de jovens, mas também há crianças que ficam encantadas com as cores e as criaturas amarelas da dupla.
A cena mais comum no interior são visitantes com celulares à mão, registrando cada canto, ou posando para selfies.

PROGRAME-SE Kusama no Tomie Ohtake: melhores horários de visita

PROGRAME-SE

Kusama no Tomie Ohtake: melhores horários de visita

A exposição da artista japonesa entra na sua última semana; veja como evitar as maiores filas

23.jul.2014 por Redação VEJASAOPAULO.COM
Chega ao fim neste domingo (27) a exposição Yayoi Kusama - Obsessão Infinita, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Quem ainda não viu os trabalhos da artista japonesa ou pretende revê-los deve se planejar para evitar as imensas filas que se formam em frente ao prédio.

O melhor, segundo os organizadores do evento, é chegar ao local no início do dia, até as 10h, uma hora antes da abertura da mostra. Fazer a visita durante a semana, até sexta (25), também é uma boa alternativa para aliviar um pouco a espera. Neste sábado (26) e no domingo (27), as filas de entrada podem durar até três horas.
Atenção: apesar de o horário de funcionamento se estender das 11h às 20h, os funcionários do local não permitem a entrada do público após as 18h. A medida foi tomada porque a visita aos ambientes internos, onde também há filas para ingressar nas salas, dura em média duas horas.
Desde o dia 22 de maio, quando foi aberta a retrospectiva, já passaram peloTomie Ohtake mais de 500 000 pessoas.